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sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Prevenir para não remediar I - A sarjeta sazonal

O clima temperado convida qualquer turista a uma passagem pela nossa capital por esta altura, o bom tempo permite agora tratar das obras que foram adiadas pela chuva - é agora tempo de se conhecer Lisboa e guardar memórias para a vida.

Mas ontem, à hora do almoço, subia a Rua Nova do Almada e ao olhar para a Calçada Nova de São Francisco de Assis (Chiado) vi algo que nem queria acreditar...tive mesmo de registar.

 Sarjeta presente na base da Calçada Nova de S. Francisco de Assis (com a Rua Nova do Almada)

Este é de facto um dos exemplos em como a nossa política pode sofrer de sazonalidade. Nesta altura do ano a Baixa Pombalina e o Chiado são como cartões postais da nossa cidade, afinal de contas ninguém dispensa uma foto com o Fernando (Pessoa), uma viagem no Elevador (de Santa Justa), entre outros.

Por agora esta sarjeta parece ser vítima de asfixiação por lixo (fiquei curioso como se notava bem uma fralda descartável, copos plásticos e outros objetos não identificados), imaginem se o próximo Inverno tiver a mesma carga de água que teve este último - até fez adiar as obras calendarizadas para o início desde ano. Talvez a próxima atração turística sejam as Cascatas Pombalinas, ou os rápidos do Chiado potenciais turísticos até aí desconhecidos.

Tal como nos fogos florestais que se têm propagado, em parte pela falta de limpeza dos matos públicos e privados, aqui esquecemo-nos de fazer o trabalho de casa e prevenir o futuro.

São atos simples de cidadania regularmente esquecidos, cada pequeno pedaço de lixo deitado ao chão acabou por tratar deste acumular de pequeninas coisas - revelando agora um grande problema e uma perfeita falta de respeito pelos demais cidadãos.



quarta-feira, 21 de agosto de 2013

A Lisboa das 7 colinas, quase para todos.

Há uns dias subia a rua onde trabalho e consegui lembrar-me o porquê da tão característica expressão "Lisboa das 7 colinas". Veio a crise e de repente conseguimos pedalar nas colinas, ultrapassar os nossos limites e desafiar a capacidade e vigor, mas ainda temos alguns problemas na locomoção de todos na nossa cidade. 
Trago-vos hoje o exemplo de uma pessoa que tenho visto com alguma regularidade, ainda ontem estava parqueada numa zona de táxis aguardando que fosse possível deslocar-se sobre o alcatrão, visto que a cadeira elétrica que temo não lhe permite deslocar-se sobre o passeio alfacinha pela quantidade de obstáculos que tem.
Aos poucos parece que vamos começando a olhar para o espaço público como um bem, devendo ser preservado e melhorado, permitindo que todos - sem exceção possa usa-lo.


Foto tirada na Rua Nova da Trindade no início de um dia de trabalho
Há uns anos atrás, nos tempos da licenciatura em Ergonomia, falávamos bastante no conceito do design universal e da acessibilidade para todos. Lembro-me perfeitamente de observarmos o espaço público e notarmos que fazia falta vencer o desnível acentuado, remover os obstáculos da via pública, transformar o tipo de informação que dávamos aos peões, entre outras questões - infelizmente hoje só tenho pensado nos locais de trabalho em que vou intervindo.

Noto agora que estamos em contra relógio, uma vez mais, pois temos em discussão pública nestas férias, sim desde 1 de Agosto, a "Proposta Global do Plano de Acessibilidade Pedonal de Lisboa" terminando este período a 31 de Outubro, tal como publicitado pela autarquia da nossa Capital.

Embora este projeto possa parecer ver a luz do dia neste momento, não posso deixar de referir que esta ideia veio a público pela primeira vez em Junho de 2009, curiosamente já depois de muita discussão e partilha desde a publicação da conhecida Lei da acessibilidade através do Decreto-Lei 163/2006, de 8 de Agosto (apenas oito anos depois do Decreto-Lei 123/97, de 22 de Maio, que fazia um primeiro enquadramento do espírito da lei e foi revogado por este diploma).

Lisboa tem agora oportunidade de resolver alguns desafios, resta saber se o facto de estar de férias durante este período não a impedem de ser esclarecida e de poder participar no processo de tomada de decisão.







quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Abertura das publicações

Chega hoje, a 15 de Agosto de 2013, mais um espaço destinado a registo de factos, partilha de ideias e expressão livre de opinião - resolvi chamar-lhe "O ver a cidade" -.

A opção por um nome como "O ver a cidade" prende-se com a vontade de dar a conhecer o ponto de vista sobre aquela que tomo como unidade básica da organização social, a cidade, optando por faze-lo preferencialmente sobre Lisboa - onde vivo - mas poderá chegar a outras por onde se passe.

O ponto de partida deve ser uma questão, uma ilustração, um pensamento, um momento ou algo que marque e seja motivo de pensamento. O ponto de chegada não tem ainda expressão certa. local ou definição, esperando que se possa ultrapassar as dificuldades do caminho e limitações do autor.

O trocadilho de Ver a cidade é a aproximação do substantivo veracidade, procurando sempre que se paute por uma comunicação verdadeira e rigorosa, agradecendo sempre o enriquecimento que os leitores queiram partilhar - procurando sempre a elevação da discussão, o respeito pelos demais cidadãos e a construção de um espaço que se pretende plural e útil.

Espaço de cidadania, expressão de opinião, vivência do espaço público procurando que se possa ir fazendo caminho.

Com amizade,

O Autor.
Foto tirada na Av. Almirante Reis